Na atualidade que vivemos, as tecnologias assumem um papel predominante em toda a nossa vida do quotidiano e a escola não pode deixar de o realizar também, não pode simplesmente pôr a tecnologia de lado, uma vez que está presente sempre, e sendo assim a escola valoriza a sua prática.
As tecnologias favorecem mudanças, como é o exemplo da flexibilidade curricular, a combinação de atividades à distância e presenciais e interação entre alunos proporcionando a inclusão social e digital, mudanças que neste ano letivo todos os alunos estão a verificar, devido à pandemia de Covid-19. Para além disto a aprendizagem através das tecnologias permite que os ambientes de educação se ampliem, quer isto dizer que possuindo as tecnologias imensas possibilidades didáticas o professor a partir destas pode desenvolver projetos e atividades muito diversificados com os seus alunos. Assim possibilita ao aluno também este mesmo fator, a contribuição para formulação de novos conceitos ou aperfeiçoamento dos mesmos, por exemplo mesmo que em aula tenha ficado com uma dúvida ou então curiosos sobre aquele conteúdo específico podem procurar mais e ficar a saber mais sobre as diferentes temáticas para além do que o professor referiu em aula. Deste modo, faz com que o aluno também comece a adquirir uma boa capacidade de resolução de problemas e de desenvolvimento.
Relativamente a esta temática de sala de aula e aos métodos utilizados pelo professor, será que realizar um PowerPoint e projetá-lo num quadro interativo, por exemplo, será uma forma dinâmica e mais apelativa de dar uma aula? Ou será apenas um método expositivo disfarçado? Cada vez mais, e falando por experiência própria, as crianças procuram formas inovadoras de aprender, fugindo ao método tradicional de estar perante um manual e a aula se desenrolar com a exposição dos conteúdos do professor ao aluno:
“A educação não é mais vista como transmissão de conhecimentos, mas como um processo permanente que se desenrola no ser humano e o leva a apresentar-se a si mesmo, a comunicar-se com outros, a questionar o mundo com base em experiências próprias” (Peters, 2011, p. 192)
Assim, o avanço das novas tecnologias permite ir mais além, desde criação de jogos dinâmicos que envolvem conhecimento dos conteúdos, jogos comportamentais que trabalham o relacionamento em grupo e valores como a interajuda, a cooperação e expressão de sentimentos, jogos que simulem o conteúdo a ser estudado, por exemplo em história simular a época que esta a ser estudada assim como acontecimentos significativos, pode ajudar a melhor interiorizar o que esta a ser dado; projeção de vídeos ilustrativos aos conteúdos, as chamadas “salas invertidas” nas quais são disponibilizados textos, vídeos, podcasts ou outros recursos dos conteúdos a abordar na aula seguinte, sendo que debates em que o docente inicia com algumas questões relevantes sobre os conteúdos de modo a aprofundá-los é também uma forma bastante positiva e que nós como alunas experienciamos nesta Unidade Curricular.
Uma das vantagens da tecnologia na escola é a partilha, os alunos podem comunicar mais facilmente utilizando a internet, para a realização de trabalhos de grupo, partilhar informação sem que estejam obrigatoriamente perto um dos outros. Posto isto, também facilita ao professor a comunicação com os alunos e a ajuda a disponibilizar não tem de ser dada sendo restrita ao espaço sala de aula ou ao espaço escola.
Neste sentido, é importante ter em atenção que as tecnologias podem trazer algumas desvantagens também e a escola terá de saber gerir da melhor maneira a tecnologia, tendo em conta que o seu uso no meio do ensino e da aprendizagem é bastante complexo. Por este motivo o professor deveria possuir competências para dar resposta aos problemas que a tecnologia pode apresentar, tendo formação nesta área e por isto capacitação tecnológica. Esta formação pode ser uma Unidade Curricular (UC) que os professores realizaram durante o seu percurso académico. Um exemplo concreto: no curso em que estamos integradas temos a possibilidade de ter a UC de TICM (Tecnologias de Informação e Comunicação Multimédia) que nos capacita de um maior conhecimento desta área e nos prepara para futuras atividades no meio de ensino. Assim, é importante este conhecimento devido às inúmeras vantagens no seu uso, porém conhecemos alguns riscos que podem existir e as consequências de um mau funcionamento na sua utilização. Tendo em conta a esta temática dos riscos dedicamos um subcapítulo mais à frente para apresentarmos o nosso ponto de vista.
Tecnologias pode ser também uma mais valia para a inclusão social e digital, visto que pode funcionar como um instrumento de mediação entre a sociedade, exemplo desta mediação é a proximidade dos professores-alunos e alunos-alunos referida anteriormente. Além destes, a relação professores-professores também pode ganhar mais proximidade, também as tecnologias podem ser elemento de mediação para incluir pessoas de necessidades adicionais de suporte, tanto na turma de que faz parte como na sociedade.
Outro exemplo concreto é a aprendizagem colaborativa com alunos de culturas diferentes, pois conhecem novos hábitos, novas visões do mundo, enriquecendo o seu conhecimento. Alunos de ERASMUS podem ter esta experiência pois deslocam-se para países diferentes do seu, assim como os alunos que os recebem, tal como nós que podemos relacionar-nos com estes alunos neste ano académico, visto que estavam integrados em algumas UC.
Para além disso, os alunos enquanto realizam o seu percurso escolar podem também estar envolvidos em projetos fora ou até mesmo dentro da esfera escolar onde podem escrever, ler, debater, fazer uso das tecnologias. Estar um aluno a tirar uma Licenciatura em Educação Básica não implica que não procure e realize formações no âmbito das tecnologias, para assim poder possuir mais competências deste âmbito. Referimos formações nesta área, mas podemos realizar formações noutras com recurso à tecnologia.
Concluindo, as tecnologias têm uma grande mais valia quando inseridas no meio escolar.
Relação Escola-Tecnologia
Peters In Tezani, T. C. R. (2011). A educação escolar no contexto das Tecnologias da Informação e da Comunicação: desafios e possibilidades para a prática pedagógica curricular. Acedido em maio 1, 2020, em https://www3.faac.unesp.br/revistafaac/index.php/revista/article/view/11